Do Blog Alexandre Pinheiro
Durante
a oitiva das testemunhas do processo de impugnação contra Magno
Bacelar, a estudante Marylane Mendes Aragão, conhecida por Mary Aragão
(foto), que foi arrolada pela coligação da candidata Belezinha, teve
prisão decretada pelo juiz Cristiano Simas por haver cometido crime de
falso testemunho.
Marylane
inicialmente disse que – apesar de ter ouvido falar de um suposto
relacionamento entre o deputado Magno e prefeita Danúbia - nunca havia
presenciado atos de ambos que demonstrassem estarem vivendo um
relacionamento íntimo. Depois a testemunha entrou em contradição e disse
ter visto, em uma festa pública na cidade, uma cena na qual ambos
demonstravam intimidade que levariam a supor “estarem juntos”.
Neste
momento o juiz interveio: “analisando o depoimento prestado pela
testemunha (Mary Aragão) observo que a mesma a mesma a despeito de em
vários momentos afirmar que nunca presenciou o impugnado (Magno) e a
atual gestora (Danúbia) em situações de intimidade, acaba de declinar
após sofrer reiteradas observações quanto á sua conduta no ato
testemunhal de que o impugnado e a gestora mantiveram relações de
intimidade. Em sendo assim, dada a possibilidade em tese da ocorrência
do crime de falso testemunho, crime previsto no art. 342 do Código
Penal, DOU VOZ DE PRISÃO à testemunha”, decretou o juiz.
Os
advogados da coligação de Belezinha tentaram defender Mary Aragão com o
argumento de que ela fizera confusão com termos jurídicos, não soube se
expressar devidamente e que não teve intensão de mentir para prejudicar
alguém e pediram que a mesma não fosse presa.
Solicitado
pelo juiz o Ministério Público lembrou a possibilidade de retratação em
caso de crimes como os de falso testemunho e se manifestou pela
oportunidade de a testemunha se retratar para evitar a prisão.
Depois
de ouvir as partes o juiz Cristiano Simas proferiu despacho em que
considerou cristalino que a depoente se contradisse, mas acolheu a
manifestação da promotoria eleitoral, concedendo oportunidade de
retratação à testemunha Marylane Mendes Aragão que respondeu na frente
de todos “que jamais presenciou o deputado e prefeita em atos públicos,
sem conotação política, praticando atos ou impressões que denotassem
união estável”, finalizou, Mary Aragão, voltando atrás e livrando-se da
prisão.
Mary
Aragão, que não estava inicialmente incluída na lista e entrou no caso
em substituição a outra testemunha dos advogados da coligação da
candidata Belezinha, foi assessora do vereador Emerson Aguiar e esteve
relacionada em um caso de corrupção de menores no qual teria agenciado
garotas para o parlamentar (reveja matéria). O caso ainda está sendo investigado.
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Transcrição do Momento da Voz de
Prisão da Testemunha
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